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Apesar de ter 795 milhões em caixa, a ECT anunciou que não vai pagar a PLR aos trabalhadores em 2010. A informação foi repassada pelo diretor de RH dos Correios, Pedro Bifano, em reunião com a Comissão Permanente da Fentect.
Bifano informou a comissão que a empresa não tem dinheiro para pagar PLR. Segundo ele, a ECT teve que assumir uma dívida de R$ 737 milhões de prejuízo do Postalis que teve de ser lançado nos balancetes da empresa neste ano. No entanto, o pagamento pode ser feitos em 18 meses.
O diretor diz ainda que, com isso, o lucro da empresa é de apenas R$ 58 milhões, e que, seguindo as normas do DEST, deste valor apenas 12% seriam distribuídos para os trabalhadores. Ou seja menos de R$ 7 milhões.
O Sintcom-PR e demais sindicatos iniciaram um movimento para convocar os trabalhadores para um greve. “Depois do golpe do acordo de dois anos a empresa quer tirar ainda mais benefícios dos trabalhadores. Vamos à luta garantir nossos direitos”, convoca Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR. Novos encaminhamentos serão repassados assim que a federação tiver mais informações sobre a PLR.
É preciso destacar que o rombo no Postalis não é de responsabilidade dos trabalhadores e sim da cúpula dos Correios, que ao longo dos anos vem jogando o nome da empresa na lama. Basta lembrar a cena de um funcionário do alto escalão da ECT cobrando propina e também a fraude das franquias em que alguns funcionários dos Correios foram pegos. Os trabalhadores não podem pagar o preço da irresponsabilidade dos diretores da empresa.
CÁLCULO
Se o trabalhador somar os R$ 795 milhões que a ECT tem em caixa hoje, mais os R$ 415 milhões que foram gastos pela direção da empresa para implantar os dois PDV, vai dar um bilhão e 210 milhões de reais que a empresa teve de lucro neste ano. E mesmo com tudo isso a direção da ECT tem a cara de pau de dizer que apesar deste lucro todo os trabalhadores dos Correios não terão PLR.
Não bastasse o Acordo Coletivo com validade para 2 anos, agora a direção da empresa que pagar a PLR também de 2 em 2 anos. Os trabalhadores não vão deixar isso acontecer.
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