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A ECT está com um projeto pronto para abrir uma empresa aérea para o transporte de carga. Com orçamento de 400 milhões de dolares, o projeto prevê a compra 13 aviões para levar encomendas em todo o território. Cada avião pode custar mais de 45 milhões de reais.
A ideia é os Correios, que deve ser enviada ao presidente lula, é pegar dinheiro através de apoio financeiro do BNDES. Uma Medida Provisória do governo pode autorizar o negócio.
Para ser dono do negócio, a ECT vai montar uma subsidiária de logística em parceria com um sócio do setor privado. No plano original dos Correios, enviado há alguns meses ao Ministério das Comunicações (MC) e ao Executivo, a ideia era transformar a estatal em uma sociedade anônima (SA), mas essa opção já foi descartada.
O projeto atual é manter os Correios 100% estatal, mas com participação em uma empresa de logística aérea. Na operação, a ECT quer ser o sócio minoritário, com uma fatia de 49%. O parceiro - uma companhia aérea ou um consórcio de aéreas - fica com 51%. Atualmente, a ECT gasta R$ 350 milhões por ano com o aluguel de aeronaves.
A reestruturação dos Correios tem sido cobrada insistentemente pelo presidente Lula. No início do ano, a ECT enfrentou uma forte crise em seu transporte de cargas depois que, repentinamente, uma série de aeronovaes deixou de voar.
Nos últimos meses, a ECT tem sido alvo constante de reclamações sobre atrasos. Em meio à pressão que paira sobre a empresa, chegou a ser cogitada a troca de toda a sua diretoria, o que não ocorreu.
Enquanto tenta resolver seus problemas internos, a ECT vê crescer o apetite da concorrência. Na área de logística, multinacionais como FedEex, DHL e UPS têm ampliado regularmente suas operações no país, sem contar o peso de empresas nacionais como Cometa, TAM Cargo, TNT e VarigLog.
Pelas projeções dos Correios, a subsidiária de logística aérea da empresa tem condições de operar em um ano, a partir do momento em que o governo bater o martelo. Com informações do Jornal Valor.
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